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Sex, 26 de Junho de 2020 12:44

Decreto interrompe 192 obras na capital

FERNANDO SOARES
fernando.soares@zerohora.com.br

 


Em meio à chuva, os canteiros de obras em Porto Alegre pararam no final da tarde de ontem por tempo inderteminado . Com o inicio da vigência das restrições às atividades na construção civil, hoje, atendendo a decreto da prefeitura da Capital, 192 obras privadas ficarão inativas, de acordo com o Sindicato da indústria da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon RS) . Enquanto vigorar a regra, apenas intervenções públicas e em áreas consideradas essenciais, como saúde, segurança e educação, poderão ser realizadas.

 


No último dia anterior à paralisação, por causa do mau tempo, os trabalhos nos canteiros estavam restritos às áreas fechadas. Alem disso, desde o início da semana, máquinas vinham sendo recolhidas aos poucos, para evitar que se deteriorem durante a paralisação.O presidente do Sinduscon-RS, Aquiles Dal Molin Junior, considera que há contradição da prefeitura ao distinguir obras públicas e privadas na hora de aplicar as restrições

 


O vírus não sabe distinguir o que é obra publica ou privada. Há incoerência da prefeitura ao fechar atividades privadas e manter as públicas - aponta.
Caso a inatividade se prolongue, o dirigente estima que as empresas terão de cortar postos de trabalho. A avaliação é de que o uso de mecanismos como férias coletivas e a redução de jornada e a suspensão de contrato de trabalho já estão esgotados. Antes da pandemia o setor empregava 27 mil pessoas na Capital



Expectativa

 


Em grandes obras, o processo de desmobilização da mão de obra e de preparação do canteiro para a parada começou nos últimos dias . No Pontal, um dos maiores empreendimentos em construção na Capital, cerca de 500 pessoas, entre empregados diretos e indiretos, ficarão sem atividades a partir de hoje. A expectativa é de que a parada seja menor em relação à anterior, entre março e abril.
Entendemos que não depende só da construção civil, mas esperamos retornar em até 15 dias -projeta Carlos Beltrão, gerente de um engenharia do Pontal

 


Entre os trabalhadores, a possibbilidade de demissões em massa preocupa. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (STICC), Gelson Santana, critica a falta de planejamento do poder público para evitar os efeitos ocasionados pela perda de renda dos trabalhadores. Na construção civil, além do salário-base, os empregados costumam receber por metas atingidas.



Vinhamos de uma retração muito forte na construção nos últimos anos, a ativade estava começando a se recuperar. A gente não discorda da decisão da prefeitura, mas é preciso ter alguma política neste momento de pandemia para ajudar os trabalhadores mais necessitados reivindica Santana.

 


Enquanto vigorar o decreto a prefeitura manterá todos canteiros de obras públicas ativos. O secretário extraordinário de enfrentamento ao coronavirus de Porto Alegre, Bruno Miragem. justifica que a medida será tomada pelo "interesse público das obras e porque em algumas delas já compromisso do município na execução para aplicação dos recursos obtidos em financiamentos.




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