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Trabalhadores da manutenção de postos de saúde cruzam os braços por falta de pagamento de FGTS

Qua, 04 de Setembro de 2013 11:43

    Os mais de 50 trabalhadores que cuidam da manutenção dos prédios dos postos de saúde municipais estão em greve desde segunda-feira. Hoje, pela manhã, realizaram manifestação no Paço Municipal. O motivo é a falta de pagamento do FGTS, dos vales alimentação e transporte pela empresa terceirizada da prefeitura, EI Multi Serviço e Limpeza LTDA. Muitas outras irregularidades foram relatadas. "A gente não tem dia certo para receber e quando recebe vem tudo em um depósito só. A gente não tem como saber o que é vale refeição e o que é passagem. Hoje, não temos nada. Estamos tirando do bolso para vir trabalhar", informa o eletricista Marlon Jesuíno Vidal, 43 anos.
    Uma comissão representante dos trabalhadores, juntamente com o pessoal do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (STICC), foi recebida pelo vice-prefeito, Sebastião Melo e pelo secretário da Saúde, Carlos Casartelli. Ficou decidido que Casartelli e o secretário da Fazenda, Roberto Bertoncini, irão se reunir com a empresa hoje, às 17h, na SMS para regularizar a situação dos trabalhadores. “Nós fomos prontamente atendidos pelo vice-prefeito, que se comprometeu, além de solucionar o problema dos trabalhadores com relação a essa empresa inadimplente, a tirar do papel o programa criado pelo Sindicato chamado Obra Pública Legal, que já está há um ano tramitando na prefeitura”, informa Gelson Santana, secretário-geral do STICC.
    Antes de organizar a manifestação, o sindicato tentou contato com a empresa diversas vezes, mas não obteve retorno. O servidor municipal responsável pelo local, Marcelo de Almeida disse que não estava autorizado a dar nenhuma informação e mandou a equipe procurar a SMS, que também não deu retorno. Porém, os trabalhadores relatam que Almeida os impediu de acessar o ponto. Dentre as irregularidades praticadas pela empresa, os trabalhadores recebem o salário com desconto do vale alimentação de 6%, violando a Convenção Coletiva da categoria que estabelece o desconto máximo de 3%. Os benefícios como prêmio assiduidade e o rancho, que deveriam ser pagos até o quinto dia útil do mês, acabam sendo entregues perto do dia 20. Os auxiliares não têm direito e os profissionais estão recebendo produtos equivalentes à metade do valor estabelecido na convenção.


Texto: Andrea Pinto

 

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