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STICC ajuda migrantes que foram demitidos e estão com salários atrasados

Qui, 05 de Outubro de 2017 14:09

Na manhã desta quinta-feira (05/10), dez haitianos compareceram ao STICC (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil) para reportar o descaso com que estão sendo acometidos por parte da empresa Eficazz Construções e Terraplanagem, com sede em Santo Antônio da Patrulha. De acordo com os trabalhadores, a empresa está pagando em atraso os salários. Em média, a cada 60 dias. Além disso, os dez haitianos foram demitidos.


O STICC está dando todo o suporte aos migrantes para preservar seus direitos, assim como identificar a qual categoria pertencem, pois a empresa, de forma irregular, não recolhia a contribuição a nenhum sindicato. De acordo com o presidente do STICC, Gelson Santana, “de todo modo, a empresa já está irregular. Temos que verificar se eles pertencem a construção pesada ou a civil. Isso é um fato menor, pois eles não receberam os salários em dia, muitos podem ser desalojados de suas casas por falta de pagamento. Tudo isso em um país estranho a eles.”


O líder sindical também destacou a importância do STICC: “Os migrantes, assim como os brasileiros, sabem que o sindicato é referência para o trabalhador. Os haitianos nos conhecem pela Festa de Natal para confraternização dos estrangeiros que estão longe de suas famílias, sabem dos cursos de português e qualificação que oferecemos. Também da tradução na língua do migrante do contrato e da convenção coletiva. Além de todo o suporte feito pela equipe de Fiscalização e de Homologação do STICC, entre outros”. “A reforma trabalhista, como foi feita, vai piorar ainda mais a vida do trabalhador. Não interessa a sua nacionalidade, os sindicatos honestos e preocupados com a sua categoria correm grandes riscos. A reforma deve ter, mas não pendendo apenas para um lado”, concluiu.


Para o haitiano Brunel Milor, “receber em atraso e agora sendo demitido piora em muito a situação do migrante no Brasil”. “Temos que pagar aluguel, nos alimentarmos e isso fica complicado se a gente não recebe. Muito triste.”


O STICC acionou o Ministério do Trabalho, que irá investigar o caso. A entidade também dará todo o suporte inicial, independentemente da categoria dos trabalhadores, por se tratar de ajuda humanitária.

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