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"Parecia uma eternidade", diz operário resgatado de andaime durante temporal em Porto Alegre

Seg, 12 de Fevereiro de 2018 23:10

Quando a chuva e a ventania começaram a atingir Porto Alegre, na tarde de sexta-feira (09/01), não havia mais tempo para que os operários Cristian Zander Dutra, de 24 anos, e Alex Sandro da Silva, de 25, saíssem do andaime onde estavam, na altura do nono andar de um prédio no Centro de Porto Alegre. Os dois vivenciaram mais de meia hora de pânico, e tiveram que esperar uma hora para que os bombeiros chegassem para fazer o resgate.


"Naquele temporal, ficamos uns 40 minutos brigando, lutando com aquele transtorno. Para os bombeiros nos resgatarem, levou uma hora. Parecia uma eternidade", contou Cristian. "Foi terrível, uma coisa de outro mundo. Nunca mais quero passar por isso na minha vida", desabafa. Um vídeo que circulou em redes sociais e aplicativos de mensagem mostra a dupla tentando se segurar enquanto o vento balançava a estrutura. Um segundo vídeo mostra um deles sendo resgatado. Os dois foram salvos pela Seção de Busca e Salvamento dos bombeiros.

 

É praxe que um engenheiro avise os operários sobre mau tempo, para que eles deixem o jaú – espécie de andaime onde estavam Cristian e Alex. No entanto, a chuva foi tão repentina que não houve tempo de elevarem a estrutura para saírem.


"Íamos entrar em horário de café. Conversei com o Cristian para subir nosso jaú para guardar lá em cima, porque o tempo estava fechando no horizonte. Veio uma rajada de vento do nada, virou nosso jaú, trançou os cabos e ficamos impossibilitados de descer", contou Alex.

 

Em meio ao temporal, Alex se segurou em um duto ao lado do local onde estava o andaime. Cristian, sem ter onde se agarrar, tentou alcançar uma janela, mas não conseguia. Os dois garantiram que usavam todos os equipamentos de segurança necessários para trabalhar em um jaú. Mesmo assim, sentiram medo. "Eu pensava na morte, só. Em Deus e na família", conta Cristian, casado há cerca de um ano.

 

Alex conta que manteve a calma, até para tentar tranquilizar o parceiro, que aparentava estar muito nervoso. Ainda assim, não deixou de se lembrar da família – é casado há quatro anos e tem um filho bebê, de 1 ano e cinco meses. "Foi a primeira coisa que passou [pela cabeça], o meu nenê." Dois dias após o fato, Alex e Cristian ainda sentem dores no corpo. Quando o feriadão de carnaval passar, eles terão alguns dias de folga. "Até passar um pouco esse trauma", diz Cristian. Mas o susto, nenhum deles vai esquecer.

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