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Trabalho digno é o destaque do 3° Seminário de Valorização do Trabalho e Vida

Ter, 29 de Abril de 2014 14:27

 A ensolarada manhã de ontem, (28/04), foi convidativa para o público que compareceu à Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) para prestigiar o 3º Seminário de Valorização do Trabalho e Vida. A ocasião não poderia ser mais oportuna, pois o dia 28 de abril é a data em que se prestam homenagens às vítimas de acidentes no ambiente de trabalho por todo o mundo. Imbuídos deste espírito, políticos, trabalhadores e empresários ligados à construção civil tomaram os seus lugares no auditório, ávidos para acompanhar os painéis e palestras, que tiveram na copa do mundo o principal foco de reflexão.
A abertura oficial do evento contou com a presença do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, do representante do governo do Estado, o secretário do Trabalho e do Desenvolvimento Social, Edson Borba, do presidente da Câmara de Vereadores, Professor Garcia, do presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção civil de Porto Alegre (STICC), Valter Souza, além de políticos, representantes de autoridades e instituições envolvidas no setor, especialmente do líder sindical sul-africano, Isaac Ntshangase, e da maior expoente da OIT no Brasil, Laís Abramo.
Em sua saudação, Valter Souza pediu o esforço de todos para firmar um diálogo propositivo: “Que consigamos dialogar. Que consigamos ter uma interação total em defesa da segurança e da vida dos trabalhadores. Tivemos perdas nas construções das obras da copa. Lamentamos o ocorrido. Queremos que, com o diálogo, possa ser construído um futuro em que ninguém mais tenha perdas, seja nas obras do Brasil ou do exterior”, afirmou.
No turno da manhã, a primeira palestra do seminário foi sobre “Segurança e Eletricidade”. O engenheiro eletricista e de segurança do trabalho, Paulo Velho de Azevedo, abordou aspectos da legislação brasileira em segurança em eletricidade, detalhou as principais causas de acidentes e apontou para as soluções que podem ser implementadas no cotidiano dos canteiros de obras. Os debatedores foram os engenheiros de segurança Alfredo Somorovsky, Atenante Normann e Nelson Burille.
Fechando os trabalhos da manhã, foi a vez do presidente do Sindicato dos Técnicos em Segurança do Trabalho do RS, Nilson Laucksen, apresentar o painel sobre “Valorização do Técnico em Segurança do Trabalho”. Com muito entusiasmo e bom humor, o palestrante defendeu o argumento que a valorização só acontecerá quando o foco do trabalho dos técnicos mudar da exigência de fiscalização e cobrança ao trabalhador para a exigência em prevenção e melhoria do ambiente laboral. Com ele debateram Maria Mucillo e a engenheira Miriam Cischini.
Pela tarde, o secretário-geral do STICC, Gelson Santana e o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/RS) Rafael Lonzetti dialogaram sobre a “Valorização do Trabalhador da Construção Civil”. Foram apresentados pelos palestrantes pesquisas sobre o panorama do setor, condições do mercado de trabalho, perfil dos trabalhadores - abrangendo as suas potencialidades e expectativas. “Quando as pessoas perceberem que o ser humano é mais importante que um tijolo, que o cimento, que o ferro, e que o maior patrimônio é a vida, eu tenho certeza de que nós vamos alcançar a valorização”, finalizou Gelson Santana.
Posteriormente, a diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, falou sobre “Segurança do Trabalho e Perspectiva Internacional”. Na ocasião, ela, que é doutora em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), explicou o conceito de trabalho decente e também falou sobre os riscos e potencialidades que as obras da copa (especialmente em Porto Alegre) trazem à luz dessa premissa.
Finalizando o seminário, o coordenador do setor da construção no Sindicato Nacional dos Mineiros e do Setor da Construção na África do Sul, Isaac Ntshangase, apresentou a palestra intitulada “Megaeventos Internacionais e Condições de Trabalho”. Nela, o sindicalista compartilhou um pouco da sua experiência a respeito de como os trabalhadores do continente africano se organizaram, durante as obras da copa do mundo em 2010, para pleitear melhores condições e quais consequências esse episódio trouxe para a causa trabalhista. Participaram como mediador e debatedor, o jornalista André Machado e o professor doutor em sociologia, Maurício Rombaldi, respectivamente.
O 3º Seminário de Valorização do Trabalho e Vida foi realizado pelo STICC, com apoio da Associação Sul-Riograndense de Engenharia e Segurança (ARES), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul (CREA-RS), da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO), do Ministério do Trabalho e Emprego, do Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (SENGE-RS), Sindicato da Habitação do Rio Grande do Sul (Secovi-RS), do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS) e do Sindicato dos Técnicos em Segurança do Trabalho do Rio Grande do Sul (Sinditest-RS).

 

Texto: Andrea Pinto

Apoio: João Morales/ Estagiário

Fotos: Nabor Goulart/ Agência Freelancer 

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