Notícias

trabalhadores-reivindicam-direitos-de-colega-demitido

Trabalhadores reivindicam direitos de colega demitido

Ter, 13 de Maio de 2014 15:30

Trabalhadores que prestam serviços para a Oba Empreiteira, na obra localizada na Rua Almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva, 184 (Menino Deus), paralisaram suas atividades em solidariedade ao auxiliar de produção Aílton Ferreira Neto, que foi demitido no início de abril e não recebeu o pagamento de sua rescisão. A atividade ocorreu na manhã desta terça-feira (13/05), com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil que mediou a negociação entre as partes.
O destino de Aílton tratou por coincidir seus problemas pessoais com os problemas vigentes na categoria. No fim do mês de março, o profissional perdeu um primo, motivo que o fez se ausentar do trabalho por três dias. Ao retornar ao posto, foi informado pelo seu chefe que havia sido despedido. E como tudo que está ruim pode sempre piorar, ficou sem receber a sua rescisão – fato que o fez recorrer ao STICC.
Informado sobre o caso, o sindicato notificou a empresa e a convocou para comparecer à sua sede para negociar uma solução. A reunião ficou marcada para a última sexta-feira (09/05), dia em que a empreiteira pagaria os valores da anulação de contrato. No entanto, representantes da Oba informaram por telefone que não iam efetuar o pagamento porque o trabalhador já teria recebido a rescisão, o que não era verdade.
A atitude gerou comoção entre os colegas que, a partir daí, optaram pela paralisação da obra. Ao ver o poder de mobilização dos profissionais da construção civil, as lideranças da construtora se surpreenderam e decidiram voltar atrás com a sua decisão para pagarem o montante devido. “Foi uma burocracia. Ele [chefe] miou bastante, chorou bastante, mas aí quando ele viu a obra parada acabou me dando meu dinheiro, não sem antes tentar inventar coisinha de mim”, relatou Aílton
Foi a primeira vez que o ex-funcionário da Oba se viu na situação de ter que procurar o sindicato. E sobre este fato, se diz satisfeito: “Gostei da atuação do STICC. No início achei que não ia dar em nada. Que ia demorar e iam ficar enrolando. Não pensava que fosse ser tão rápido. Mas, estou feliz por finalmente estar com o meu dinheiro. Eu trabalhei me botaram pra rua, mas eu tenho os meus direitos. Foi a primeira vez que passei por uma situação dessas. Se algum outro trabalhador ficar na mesma situação que a minha e tiver que fazer [procurar o sindicato] faça, porque o sindicato ajuda mesmo. Se tu tem direito, corre que ele chega. Luta por aquilo que é teu”, aconselhou.

É o STICC sempre ao lado do trabalhador.

 

Texto: Andrea Pinto

Apoio: João Morales/ Estagiário

TV STICC

Marreta Online

Marreta On-line

Denúncia

Denuncie informações aqui

Colônia de Férias

Colônia de Férias informações aqui