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Equipe do STICC é ameaçada durante fiscalização

Seg, 19 de Maio de 2014 16:45

Na manhã desta segunda-feira (19/05), uma das facetas mais nefastas da intolerância e da desumanidade revelou-se para a equipe de fiscalização do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (STICC), de Porto Alegre. Bruna Cardoso e Hebert Flores foram ameaçados com arma de fogo, na tentativa de impedir a averiguação de uma obra localizada na Rua Doutor Timóteo, n° 777, no bairro Moinhos de Vento.

Após recebimento de denúncia, o STICC foi investigar as condições do ambiente de trabalho na reforma do escritório de advocacia Adway Participações. De acordo com Bruna, já da rua se enxergavam irregularidades: “Quando a gente chegou ao local, já se via o pessoal trabalhando no andaime, sem cinto, sem proteção, sem EPIs”, afirmou.

Após se apresentarem ao secretário do escritório e solicitarem a entrada para fiscalização, este afirmou que não seria possível liberar a entrada, tendo em vista que a obra só poderia ser fiscalizada com a presença dos representantes da empreiteira José Guilherme Barreda Moreno ME, que naquele momento, não se encontravam no local. Sem avanços no diálogo, o grupo decidiu chamar a brigada militar para garantir que a fiscalização fosse feita e, enquanto aguardavam, resolveram circundar o perímetro do local para tentar analisar outras possíveis alterações. Nesse momento houve a intimidação: “Na entrada do estacionamento chegamos até a metade para dar uma olhada e quando a gente avançou um pouco, saiu um cara na janela e nos apontou uma arma. Chamou a gente de vagabundos, disse que ia atirar na gente e mostrou o revólver”, recordou Bruna.

Após a ameaça, os policiais foram chamados novamente e, ao chegarem, informados de todo o episódio, tanto por parte do pessoal do STICC como por parte do pessoal do escritório. Na sequência deste procedimento, a força policial acompanhou os fiscais do sindicato para que eles pusessem, enfim, entrar na obra.

Na fiscalização ficaram comprovadas diversas irregularidades tais como: a situação de cinco funcionários, que estavam sem carteira de trabalho registrada, ambiente insalubre e com riscos iminentes de acidentes.  O escritório foi notificado e também foi encaminhado um requerimento para a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/RS).  Após o ocorrido, os funcionários do STICC foram até a delegacia registrar boletim de ocorrência.


Texto: Andrea Pinto

Apoio: João Morales/ Estagiário

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