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Paralisação na Nacional Engenharia

Sex, 23 de Maio de 2014 16:43


Durante a averiguação de uma obra de responsabilidade da construtora Nacional Engenharia, um grupo de profissionais informou ao STICC a decisão de paralisar as atividades na manhã desta sexta-feira (24/05). A ação foi em protesto contra as más condições de alojamento, alimentação, atraso no pagamento de salários e a falta de assinatura da carteira de trabalho.
Muito dos trabalhadores que prestam serviços no canteiro localizado na Rua Juncal, no bairro Vila Ipiranga, vieram do Nordeste do país e estão abrigados em instalações precárias. “A Nacional nos trouxe para fazer um trabalho em Rio Grande. De lá eles nos transferiram para cá. A maioria está aqui há mais de dois meses e sem receber. Só que no papel tem só um contrato de 45 dias”, informou o pedreiro Wanderson da Silva, que veio do Tocantins.
O quase meio ano de sufoco podia ser resumido pela condição da estalagem – menor do que o necessário para a convivência de um grupo de mais de 15 pessoas. Além disso, foram encontrados materiais empilhados e lixo espalhado pelo chão. As irregularidades não se restringiam aos alojamentos. Ao longo do canteiro foram verificadas outras alterações como a falta de fechamento nos andaimes, vigas de sustentação instaladas em locais impróprios, resíduos de obras mal alocados, entre outros.
Diante deste panorama, o sindicato foi solidário a sua categoria e permaneceu ao lado dela para somar às reivindicações e tentar negociar uma solução. Foi quando os representantes da Nacional acionaram Brigada Militar que, de forma truculenta, afastou os trabalhadores e fiscais da frente do portão de entrada e coagiu os que estavam lá para encerrarem as manifestações. Mais uma vez esta instituição de segurança pública serviu de agente da criminalização do movimento sindical, o que, apesar de ser algo a se lamentar, não chega a ser novidade.
O STICC é uma instituição que cultiva a esperança. E assim como trabalhamos com o desejo de que casos como o da Nacional fiquem num passado da construção civil, reside a perspectiva de que, quem sabe no futuro, os policiais recebam menos destaques por atitudes como a deste episódio e mais por atingirem o seu propósito: proteger a população. Enquanto isso não acontece, o STICC irá resguardar os seus trabalhadores para que eles possam lutar por seus direitos.

 

Dois Pesos e Duas Medidas

Por Gelson Santana

Nos causa estranheza a atuação da Brigada Militar em nossas atividades sindicais. Sempre que apoiamos as paralisações realizadas pelos trabalhadores que protestam contra salários atrasados e péssimas condições de trabalho, somos surpreendidos por policiais agindo contra o interesse da classe operária. Chegam agressivamente expulsando o sindicato das obras, intervindo claramente em favor dos empresários, impedindo o trabalhador de lutar pelos seus direitos. É notório que a BM procede com orientação política de dois pesos e duas medidas. Será ela orientada pelo governo do Estado, gerido pelo Partidos dos TRABALHADORES? É possível que haja uma ordem para que se atue contra um grupo de trabalhadores que, acreditando em uma vida melhor sai lá do nordeste para trabalhar no outro extremo do país e acabam largado em alojamentos imundos, sem lençóis, cobertores ou casacos para enfrentar os gelados dias que estão por vir? E pior, não recebem sequer o seu salário e muito menos lhes assinam a carteira de trabalho. É para isso que serve a nossa Brigada Militar?

Nosso sindicato vem lutando pela valorização das pessoas. Não vamos permitir que os nossos trabalhadores sejam tratados com tamanho descaso. Não está havendo respeito da parte daqueles que contratam e não querem ao menos registrar os seus funcionários, garantindo-lhes os seus direitos previstos na CLT. Como pode, em pleno século XXI, empresários agirem com tanto desrespeito? Que país queremos? Que país estamos construindo?

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