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Amor que constrói

Qui, 26 de Junho de 2014 15:23

Por muitas vezes, o foco da equipe do STICC reside sobre aspectos negativos da construção civil (paralisação por falta de pagamento, de segurança, de valorização, etc). Mas, isso não quer dizer que tudo no setor se resuma a essas ocorrências. Um canteiro de obras também abriga histórias belas. E entre elas estão as de amor, que como sempre chamam mais atenção. Afinal, trata-se de sentimento que, mesmo universal, consegue tocar cada pessoa de forma muito particular.
Uma dessas histórias foi a que uniu o pedreiro Adelar de Lima e a auxiliar de limpeza Ana Cristina Antunes. Um casal da construção civil que, com amor, ergueu uma relação onde, atualmente, não se restringe só ao ambiente familiar, mas se expande também ao local de trabalho.
A parceria entre os dois começou ainda na adolescência, na cidade de Uruguaiana. Em uma época de grandes descobertas, Adelar e Ana viveram juntos as primeiras experiências que a emoção de estar apaixonado remete. “Nós começamos com 15 anos. Foi o primeiro relacionamento um do outro”, recorda Ana. E assim vieram as trocas de olhares, passeios de mãos dadas e os primeiros beijos.
Mesmo com este período juntos, o jovem casal teve que se separar seguindo rumos diferentes por aproximadamente 10 anos. A distância, no entanto, não pareceu abalar as fundações do sentimento que aprenderam a ter um pelo outro. Após o rompimento, Ana e Adelar se reencontraram para, dessa vez, não mais se separar.
Com a nova união, o casal se mudou para Porto Alegre em busca de uma melhor qualidade de vida para a família (composta pelos filhos Ane, Fabrício, Flávia e Guilherme) e melhores condições de trabalho. E foi justamente uma oportunidade de emprego que os aproximou ainda mais.
Atualmente, Adelar e Ana trabalham para a empresa Nex Group, no canteiro de obras localizado na Rua Francisco Petuco – Bairro Bela Vista. A oportunidade foi levada à Ana pelo marido e contou com o seu incentivo: “Há cerca de um mês, ofereceram uma vaga aqui na obra e eu perguntei se ela tava a fim de trabalhar e ela disse que estava. Então falei pra ela tentar a vaga”, explicou de Lima.
Apesar de casais trabalhando no mesmo local tradicionalmente ser tido como um tabu, o profissional acredita que é possível para parceiros de vida compartilhar o mesmo ganha-pão. “Acho que da para namorar e trabalhar junto. Até porque uma coisa não tem que ver com a outra. O serviço de um não é o serviço do outro. Fora do portão já é outra coisa. Têm certas pessoas que tem ciúmes e isso não ajuda muito também”, refletiu
“Eu não tenho ciúmes dele porque não tem mais mulher. Porque se tivesse aí era olho vivo”, brincou Ana que garante que, mesmo nova no batente, teve fácil adaptação à rotina de um canteiro de obras. “Como meu pai é mestre de obras, sempre convivi com esse ambiente de construção civil, mas nunca tinha trabalhado. Tem sido bom. Eu estou gostando pelo menos”, comentou.
De início os dois não queriam falar para os outros sobre o relacionamento. Mas, conforme a confiança nos colegas de trabalho foi crescendo, não se importaram assumir publicamente a união. “Nós íamos ficar nessa (de não contar pra ninguém). Mas não adianta. Com o tempo iam descobrir. A gente sai os dois juntos. A gente se alcança coisa”, disse de Lima. “Hoje em dia têm uns que sabem e outros não. Mas o pessoal que sabe respeita. Não tenho queixa de ninguém”, complementou Ana.
Com uma convivência quase que ininterrupta, fica difícil não querer saber qual o segredo para manter a harmonia nos dois principais locais que frequentam. Eles garantem, no entanto, que não é difícil. Basta boa vontade: “A gente entra no portão da firma, o profissionalismo assume. Ele faz a parte dele e eu faço a minha”, argumentou Ana. “Aqui no serviço é o serviço. O dela é o dela e o meu é o meu e em casa nós não falamos de trabalho. Acima de tudo, o que prevalece independente de qualquer situação, é a confiança e o respeito com o espaço do outro”, explicou de Lima.
Apesar de ser muito mais fácil falar do que fazer, os dois comprovam na prática que é possível manter o companheirismo e atender as exigências profissionais em alto nível, ao mesmo tempo. Também pudera: para quem foi capaz de construir um relacionamento tão duradouro, tijolos e cimento não parecem tão complicados assim.

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