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Pressão da UGT faz Governo recuar na Reforma Trabalhista

Sex, 23 de Dezembro de 2016 09:19

O governo recuou na proposta inicial de fazer uma reforma trabalhista via Medida Provisória. A decisão do presidente Michel Temer se deve, em grande parte, a reação da UGT (União Geral dos Trabalhadores), central sindical que representa 8 milhões de trabalhadores e 1.300 sindicatos em todo o País. A central, ao tomar conhecimento da minuta da Medida Provisória que prorrogava ao PPE (Programa de Proteção do Emprego), que vence no dia 30 de dezembro, percebeu que o Governo havia inserido a reforma trabalhista e que, se aprovada, traria grandes prejuízos aos trabalhadores.

 

A ação da central foi imediata, com o presidente Ricardo Patah anunciando uma mobilização nacional, e a ocupação do Congresso Nacional para evitar que a Medida Provisória fosse aprovada. Diante de um inevitável confronto, o Governo decidiu recuar e retirou da Medida Provisória a reforma trabalhista, que agora será discutida através de projeto encaminhado ao Congresso, mantendo na MP a continuidade do Programa de Proteção ao Emprego.

 

O recuo do Governo foi recebido como uma vitória do movimento sindical e em especial da UGT, única central que anunciou a tomada de medidas contra a decisão de se tentar fazer uma reforma trabalhista via Medida Provisória, e no apagar das luzes do ano que termina.

 

"É prudente e sensato se discutir mudanças na relação capital via Congresso Nacional. Lá, destaques poderão ser apresentados visando se aperfeiçoar o texto, buscando, assim, meios para evitar que o trabalhador tenha prejuízos nos direitos conquistados", disse o presidente da UGT, acrescentando que a central vai analisar o texto a ser apresentado e fazer as correções que se façam necessárias. Ricardo Patah salientou que a pressão da  UGT foi fundamental para o Governo mudar de ideia. Além disso, reforçou a proposta de que a união do movimento sindical será de suma importância para que o projeto de reforma trabalhista não afete os direitos conquistados pelos trabalhadores.

 

Fonte: UGT

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