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Uma triste notícia no Dia do Trabalhador: mais um operário da construção civil morreu

Seg, 01 de Maio de 2017 22:45

Em pleno Dia do Trabalhador mais um operário da construção civil morreu. A vítima foi identificada como Leonardo Vitolla, de 22 anos. Segundo a Polícia Civil, dois funcionários trabalhavam na demolição de uma residência, na rua Santos Neto, em Porto Alegre, quando uma das paredes caiu sobre um deles, por volta das 15h. O trabalhador morreu no local. O outro funcionário não ficou ferido. Esse foi o primeiro acidente fatal deste ano na área abrangida pelo STICC (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil). Foi aberto um inquérito de acidente de trabalho com morte, e a investigação ficará a cargo da 8ª Delegacia de Polícia.

 

O presidente da entidade, Gelson Santana, se dirigiu ao local poucas horas após o acidente. O STICC dará todo o apoio, que lhe for cabível, à família da vítima. “Um ser humano, um trabalhador morreu. Temos agora mais uma família sem um ente querido. O STICC, com seus técnicos em segurança, batalham incansavelmente para evitarmos esse tipo de situação”, disse. “Essa foi a primeira morte do ano. Nossa meta é que nenhuma ocorra. Nenhuma morte pode ocorrer”, desabafou. De acordo com o líder sindical, a terceirização, que foi aprovada sem o consentimento da população, "trará muitos mais casos tristes como este". "A quem interessa esse descaso com o trabalhador? O lucro não pode estar à frente em casos de vida ou morte. Alguns empresários visam apenas o lucro", disse. "Quantos trabalhadores precisarão morrer para que o Congresso perceba que a reforma trabalhista será ainda mais prejudicial", salientou. 

 

Gelson também explicou que o trabalhador usava equipamento de proteção individual, porém, não havia o equipamento de proteção coletiva. Como o próprio nome diz, os equipamentos de proteção coletiva dizem respeito ao coletivo, devendo proteger todos os trabalhadores expostos a determinado risco. "As empresas devem se preocupar com o todo."

 

Segundo o presidente do STICC, a entidade continuará exercendo seu papel vital de combater a precarização no trabalho que, em alguns casos, leva a morte de trabalhadores. O dirigente sindical reforça novamente que a reforma trabalhista é um dano na proteção dos trabalhadores pois, sindicatos combativos e prestadores de serviço – no caso do STICC – ficarão impossibilitados de exercer a defesa dos fundamentos dos direitos sagrados dos trabalhadores. Entre eles, a vida. “O STICC atendeu, somente nas suas quatro bases (Porto Alegre, Gravataí, Canoas e Guaíba) mais de 30 mil pessoas. Sendo 12 mil deles na area médica", ressaltou.

 

De acordo com o balanço do STICC, de 2010 a 2016, 29 pessoas morreram só em Porto Alegre. O número chega a 40 quando contabilizados os municípios abrangidos pela entidade. Em 2010, foram três mortes; 2011, com seis; 2012, com uma morte, em 2013, com cinco; 2014 foram oito óbitos; 2015, com duas vítimas fatais; e em 2016 foram quatro mortos na capital gaúcha. Já o balanço divulgado pela Justiça do Trabalho mostrou que o Rio Grande do Sul registrou 331 mortes em acidentes de trabalho em diversos segmentos, em 2016, o que representa que um trabalhador morreu a cada 26,4 horas. Desse total, 67% são homens e 33% mulheres. A maior parte dos registros atinge pessoas entre os 20 e os 39 anos. Além disso, o número de óbitos no trabalho vem aumentando ao longo dos últimos anos: em 2013 foram 380; em 2014, 293; e em 2015, 309, conforme a Justiça do Trabalho.

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