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Justiça gaúcha apresenta programa de ressocialização ao STICC

Sex, 16 de Junho de 2017 16:21

O STICC (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre) foi na manhã desta sexta-feira (16/06) conhecer o PVC (Programa Voltar a Confiar), idealizado pelo Judiciário gaúcho. O presidente da entidade, Gelson Santana, e o vice Israel Guterres do Nascimento, conversaram com a coordenadora executiva do programa, Simone Messias Zanella.

O programa oportuniza aos condenados pela Justiça e que recebem o benefício da liberdade condicional a chance de deixar o passado para trás e se reinserir na sociedade. O Rio Grande do Sul foi o primeiro Estado a implementar a iniciativa, importada do Chile. Os egressos do sistema carcerário são comunicados, normalmente, via carta ou telefone, da possibilidade de aderir, voluntariamente, ao projeto, ou durante a audiência em que é concedida a liberdade condicional.

De acordo com Simone, “a reincidência ocorre muitas vezes porque o egresso das prisões não tem direito a uma nova oportunidade. A reincidência chega a 70%. Isso traz mais prisões e insegurança para a sociedade”. Para o presidente do STICC afirmou que a preocupação é salutar e que o reingresso a vida em sociedade é um direito de todos. “A segurança da população em geral passa pela ressocialização. O STICC, assim como outras entidades sindicais, além das empresas privadas devem unir forças para a diminuição da violência. A ressocialização, o emprego, a educação, tudo isso funciona em sinergia com a segurança da população”.

Coordenador-geral do projeto, o atual juiz da Vara de Execuções de Pena e Medidas Alternativas da Capital, Luciano Losekann, reforçou o caráter de reinserção da iniciativa. Estudos apontam, segundo ele, que os primeiros 100 dias fora do sistema carcerário para o egresso são fundamentais para “largar a criminalidade ou voltar a reincidir”. Responsável pela implantação do Voltar a Confiar depois de conhecer a inciativa da universidade do Chile, em 2011, quando trabalhava na presidência no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Losekann explicou que é preciso a “reprogramação mental” do egresso, que perde o contato com a realidade do lado de fora da cadeia. “É uma série de coisas que tem de ser resgatada”, comentou o coordenador, citando, por exemplo, a ambientação na comunidade onde vivia e a retomada da relação com familiares.

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